Estudos da vacina da dengue não contemplam idosos, diz especialista

Ao CB.Saúde, a diretora do Departamento de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde destaca ações para prevenir a dengue

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Os estudos feitos para a criação da vacina contra dengue foram de pessoas de 4 a 60 anos, por isso idosos com idade acima dessa faixa etária não podem recebê-la. É o que explica Alda Maria da Cruz, diretora do Departamento de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, durante o programa CB.Saúde — parceira entre Correio e TV Brasília — desta quinta-feira (1/2). Às jornalistas Sibele Negromonte e Mila Ferreira, ela destacou que, em outubro, houve um aumento no número de casos da doença acima do esperado. Desde então começaram ações para combatê-la.

Alda Maria cita que, no ano passado, foram feitas várias ações para precauções e evitar o que estamos vivendo hoje, como um centro de operações de emergência que durou 91 dias. “Vínhamos nos preparando para um período sazonal normal, que começa mais para o final de fevereiro no início de março”, destaca. Ela conta que perceberam um aumento de casos em outubro, desde então ações de combate e alerta foram realizadas.

Em relação à faixa etária para a qual elas foram disponibilizadas, a diretora conta que é por causa dos testes realizados. “ Os estudos foram feitos na faixa etária de 4 a 60 anos. É isso que a empresa submeteu e é o que tem como faixa de segurança”, descreve. Segundo ela, caso tivessem mais disponíveis, seriam adquiridas. Nosso diretor do programa nacional de imunizações contou que, se estivéssemos 50 milhões de doses, teríamos comprado. Mas a empresa tem essa limitação do quantitativo”, reforça.

Alda Maria cita que o grande problema da dengue está dentro das residências. “As estratégias de controle ao vetor são fundamentais. Retirar o lixo do nosso quintal e todas as coleções de água. Qualquer pocinha de água que possa ser um criadouro do mosquito deve ser removida do seu domicílio. Em caso de sintomas, procurar as nossas Unidades Básicas de Saúde e não fazer medicação por conta própria. Nossos profissionais estão preparados para atender a população”, finaliza.

*Estagiário sob a supervisão de Nahima Maciel

Por Luis Fellype Rodrigues do Correio Braziliense

Foto: Kayo Magalhães/CB/D.A Press / Reprodução Correio Braziliense