Chico Vigilante aciona polícia e Defesa do Consumidor por aumento na gasolina no DF

Para o deputado, o aumento fere o direito do consumidor. "De um dia para o outro, o preço na bomba subiu até R$ 0,60 em quase todas as regiões administrativas", disse

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O deputado distrital Chico Vigilante (PT) acionou a Defesa do Consumidor e a Polícia Civil para investigar o aumento da gasolina no Distrito Federal. Segundo o parlamentar, em pleno primeiro de abril os moradores do DF foram surpreendidos com mais um aumento do preço do combustível, “sem qualquer justificativa plausível”.

“Poderia até ser uma brincadeira de mau gosto, mas trata-se de uma triste realidade que virou rotina e afeta os direitos do consumidor, a mobilidade urbana e a economia local. De um dia para o outro, o preço na bomba subiu até R$ 0,60 em quase todas as regiões administrativas”, destacou Chico.

O deputado distrital solicitou providências para a Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e as Fraudes (Corf) da Polícia Civil, para a Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senacon) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O Instituto de Defesa do Consumidor (Procon/DF) alegou livre concorrência para o aumento da gasolina. No entanto, para Chico Vigilante, o abuso é claro e fere o direito do consumidor. “Não é novidade. Faço a denúncia com frequência. As investigações estão avançando e estou certo de que, em breve, o cartel será desmascarado e os responsáveis serão punidos”, defendeu o parlamentar.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Postos de Combustível do Distrito Federal (Sindicombustíveis-DF), Paulo Tavares, a mudança nos preços é um reflexo dos aumentos praticados pelas distribuidoras de combustíveis. “Nós, revendedores, não compramos combustível da Petrobras, compramos das distribuidoras. E as distribuidoras, na última semana (entre os dias 25 e 31 de março), realizaram dois reajustes”, explicou.

Por Aline Gouveia do Correio Braziliense

Foto: Ed Alves/CB/DA.Press / Reprodução Correio Braziliense