Um novo estudo divulgado nesta terça-feira (15/7) prevê que, em 2054, 949.256 pessoas serão transportadas por dia útil pela rede de transporte público que atende a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal (Ride-DF). A quantidade representa 640 mil pessoas a mais por dia útil com relação ao cenário atual, onde 308.904 pessoas são transportadas diariamente
A projeção consta no Boletim Informativo nº 4 referente ao Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), feito pelo Ministério das Cidades em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Nos próximos meses, o ENMU se dedicará à elaboração do banco de projetos, que trará o detalhamento técnico e financeiro dos cerca de 200 projetos estratégicos por meio de “Fichas de Projeto”. Cada ficha irá conter estimativas de investimento, custos, receitas, benefícios e análises econômico-financeiras preliminares, de forma a orientar a prioridade de investimentos nas regiões metropolitanas.
O estudo projeta ainda em 292% a ampliação do transporte público coletivo da Ride-DF até 2054, o que representa 295 km a mais no sistema de Transporte Coletivo de Média ou Alta Capacidades (TPC-MAC) da região, que hoje tem 101 km e em 2054, teria 396 km. O levantamento projeta ainda um crescimento do sistema de metrô do DF de 47 km para 50 km. A projeção do BRT é ainda mais ambiciosa, de 54 km para 292 km.
Segundo o ministro das Cidades, Jader Filho, o objetivo do estudo é fortalecer o planejamento urbano com base em dados concreto. “Esses dados nos permitem identificar prioridades e orientar ações de médio e longo prazo. Nosso foco, com a mobilidade urbana, é tornar o transporte coletivo mais eficiente, dinâmico e sustentável, assegurando qualidade de vida à população. Reduzir o tempo de deslocamento, com conforto e segurança, transforma a forma como as pessoas vivem, acessam oportunidades e se relacionam com as cidades”, afirma.
Presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressalta a importância do investimento na mobilidade urbana. “O investimento em corredores de transporte mais eficientes é uma política pública necessária para ampliar o acesso a oportunidades e melhorar a qualidade de vida das pessoas, especialmente das populações mais carentes. Além disso, contribui para o aumento da produtividade e a dinamização da economia nas grandes cidades”, salienta.
Por Resenha de Brasília
Fonte Correio Braziliense
Foto: Ed Alves CB/DA Press