No comércio do Distrito Federal, as vendas de ovos de chocolate para a Páscoa devem ter aumento este ano de 3,1% contra 2,3% registrados nesta época em 2025 e 4,8% em 2024. A projeção é do Sindicato do Comércio Varejista do DF (Sindivarejista), que reúne lojas de shoppings e de rua. O domingo de Páscoa será em 5 de abril e o comércio já está turbinando os estoques. O pico das vendas será a partir de 27 de março, avalia o presidente do Sindivarejista, Sebastião Abritta, acrescentando que o domingo de Páscoa tem como característica unir as famílias em almoços ou lanches. “É uma data bem familiar”, destaca.
Os preços dos ovos variam entre R$ 27 e R$ 420 (com recheios e até brinquedos). Barras de chocolate custam de R$ 25 a R$ 140, dependendo do tamanho. De acordo com o Sindivarejista, os chocolates marrons seguem como os preferidos dos brasilienses, sendo escolhidos por 75%. Os demais preferem chocolates brancos.
Lojistas consideram ainda que a maioria das vendas, 62%, será feita por mulheres que compram ovos para os filhos e demais familiares. Os cartões de crédito devem liderar as formas de pagamento — 74% contra 69% da última Páscoa.
Inflação do chocolate
E o consumidor deve estar preparado. Os preços dos chocolates em barra e dos bombons, por exemplo, aumentaram 24,77% em 12 meses (acumulados até janeiro). Brasília registrou o segundo maior aumento — 27,57% em um ano, perdendo apenas para Porto Alegre, onde chegou a 31,85%, conforme o IPCA, que considera 16 capitais e regiões metropolitanas.
Indústria está otimista
Essa tendência de elevação deve se reverter. A indústria de chocolates está otimista quanto ao cenário geral para os próximos meses, depois de um período complicado para o setor, que conseguiu se manter estável, apesar da explosão do preço do cacau no mercado internacional. A previsão já para esta Páscoa é de crescimento nas vendas e na geração de empregos, embora em níveis modestos. Os dados serão consolidados na próxima semana pela Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados), que também prevê aumento na produção nacional.
Cotação do cacau
O motivo da previsão de um cenário positivo é a queda na cotação do cacau, que alcançou o patamar de US$ 12 mil no ano passado, e vem caindo, chegando a faixa de pouco mais de US$ 3 mil, na Bolsa de Valores de Nova Iorque. O aumento ocorreu por força da crise climática em Gana e na Costa do Marfim, responsáveis por 70% da produção mundial.
Atacadistas vão às urnas hoje
A eleição para a nova diretoria do Sindicato do Comércio Atacadista do Distrito Federal será hoje com chapa única, encabeçada pelo empresário Alaor Gomes Neto, diretor da entidade. O atual presidente, Álvaro Silveira Júnior, à frente do Sindiatacadista-DF nos últimos quatro anos, assumirá os cargos de primeiro vice-presidente e primeiro delegado junto à Fecomércio-DF. A posse da nova diretoria será em 1º de abril.
Interlocução
O diálogo institucional, principalmente com órgãos governamentais, é destacado por Álvaro Júnior como uma das marcas de sua gestão. “O sindicato, em conjunto com outras entidades representativas do setor, teve participação ativa no acompanhamento de todas as etapas da reforma tributária, contribuindo tecnicamente e defendendo os interesses da categoria”, afirma. “Foi uma gestão voltada à representatividade, à articulação institucional e ao fortalecimento do sindicato”, acrescenta.
Prioridade na mão de obra
Buscar soluções para a qualificação profissional é prioridade para a futura gestão. “Temos enfrentado muita dificuldade para contratar funcionários nas empresas filiadas”, diz Alaor Gomes Neto. “Há casos de empresas com até 50 vagas abertas e que não conseguem preencher esses postos. Estamos estudando a criação de um banco de vagas no site do sindicato.” Outra preocupação é a possível aprovação da escala 6 x 1, que, de acordo com o Sindiatacadista, pode gerar um aumento médio de cerca de 23% nos custos das empresas que trabalham com atendimento de balcão. A transição do atual regime tributário para o novo modelo também é ponto de atenção. “Nossa preocupação é que, na fase de regulamentação, não haja aumento da carga tributária além do que já foi estabelecido no projeto de lei”, enfatiza Alaor Gomes Neto.
Celebração à cultura do CD
A Infinu, na 506 Sul, recebe de 28 de fevereiro a 1º de março a feira Vinil é Coisa de Cringe. Sob o slogan Vinil é investimento, CD é sentimento, o projeto idealizado por Cláudio Bull e Ulisses de Freitas propõe simplicidade, desapego e nostalgia. É um contraponto ao mercado do vinil, que vem se elitizando. O foco será o “bota-fora”, com preços entre R$ 5 e R$ 50, e uma zona de escambo, para renovar acervos pessoais. Quem quiser desapegar ou negociar seus CDs, é só levar ao local, das 12h às 19h. A entrada é gratuita.
Por Resenha de Brasília
Fonte Correio Braziliense
Foto: Guilherme Felix CB/DA Press












