O vice-presidente da República e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, relativizou a queda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em pesquisas eleitorais recentes.
Em café da manhã com jornalistas nesta quinta-feira (2/3), na sede do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Alckmin destacou que os levantamentos que “vão valer mesmo” serão os realizados no período de campanha eleitoral.
“O que vai valer mesmo é depois que começa a campanha eleitoral. Porque as pessoas vão poder comparar os governos. De um lado, quem defende a democracia, nós salvamos a democracia em 2022 versus o autoritarismo, de quem defende a ditadura”, afirmou Alckmin.
O ministro, que entregará o cargo de titular do Mdic até sábado (4/3) para lançar candidatura a vice na chapa de Lula, nas eleições de outubro, destacou o que classificou como “avanços” da gestão atual nas áreas de educação e emprego.
“(no governo de Jair Bolsonaro) você tinha a discussão sobre homeschooling (pais ensinando filhos em casa), hoje, a discussão é sobre formas para completar o Ensino Médio, na escola”, disse, citando o Programa Pé-de-Meia, programa de auxílio a estudantes que terminam o segundo grau escolar.
“Nos últimos três anos e meio, a pobreza diminuiu, o Brasil saiu do Mapa da Fome. Temos um comércio exterior recorde e a economia cresceu”, acrescentou Alckmin.
Pesquisas
Questionamentos sobre como a cúpula do governo federal reage a pesquisas eleitorais ocorrem enquanto levantamentos recentes demonstram queda de popularidade no governo Lula, ao passo que o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair, registra aumento nas preferências dos eleitores.
Nesta semana, ao menos duas pesquisas apontaram diminuição na diferença entre Lula e Flávio em um eventual segundo turno. O Instituto Paraná Pesquisas indicou cenário de equilíbrio entre os dois, ao apontar um empate técnico tanto no primeiro quanto no segundo turno das simulações eleitorais.
Por Resenha de Brasília
Fonte Correio Braziliense
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil












