Terminou nesta quarta-feira (22/4) o prazo oficial para que o Banco de Brasília (BRB) e a BRB Card prestem esclarecimentos ao Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) sobre o contrato de patrocínio da sala VIP no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek. A determinação, dada na última quinta-feira (16/4), previa cinco dias úteis para resposta e exigia que a instituição financeira fundamentasse a viabilidade de um investimento que alcança a cifra de R$ 58,3 milhões, com vigência de três anos. Em resposta, o banco pediu prorrogação do prazo.
A intervenção da Corte de Contas ocorre após uma representação levantar suspeitas sobre a conveniência da despesa frente à atual conjuntura econômico-financeira do banco. Além do espaço no aeroporto, o tribunal monitora a política de patrocínios da entidade, citando como exemplo o vultoso acordo firmado com o Clube de Regatas Flamengo, avaliado em R$ 42,6 milhões por apenas um ano de contrato.
A defesa do BRB deve apresentar documentos que comprovem a motivação técnica para o gasto, incluindo estudos de retorno institucional e impacto na imagem da marca. O tribunal busca entender se a manutenção de uma estrutura de luxo em área nobre do terminal brasiliense é compatível com os balanços financeiros da instituição, exigindo transparência total sobre os critérios que levaram à assinatura do termo.
O espaço em questão, localizado na praça de alimentação do aeroporto, funciona 24 horas e atende a um nicho específico de clientes que possuem cartões de alta renda e cumprem requisitos de gastos mínimos. Enquanto aguarda a manifestação formal da diretoria do banco, o TCDF mantém o processo em análise para decidir se o contrato seguirá vigente ou se haverá necessidade de medidas cautelares para proteger o patrimônio público.
Por Resenha de Brasília
Fonte Correio Braziliense
Foto: Ed Alves CB/DA Press












