A inflação em Brasília registrou 0,04% em julho de 2026, uma variação próxima à calculada no mesmo mês de 2025, que foi de 0,01%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados pelo IBGE.
O índice da capital federal ficou abaixo da média nacional, que apresentou variação de 0,07%. No acumulado do ano, a alta de preços em Brasília atingiu 3,09%. Já nos últimos 12 meses, o acumulado é de 4,56%.
O que puxou a inflação para cima
Seis dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados registraram alta em julho. O setor de saúde e cuidados pessoais teve o maior impacto no resultado, com um avanço de 0,53%. A principal contribuição veio do plano de saúde, que subiu 0,42%.Play Video
A variação reflete os reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Para planos novos, o percentual foi de até 5,11%, enquanto para os antigos os aumentos foram de 5,52% e 6,20%. Produtos para pele (3,25%) e cabelo (2,53%) também subiram.
O grupo habitação também pesou no bolso, com alta de 0,38%. A energia elétrica residencial subiu 1,50%, influenciada pela bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Também houve reajustes no aluguel residencial (0,42%) e na taxa de água e esgoto (0,24%).
Outro destaque de alta foi o grupo de artigos de residência (1,33%), puxado por móveis para quarto (2,68%), móveis para sala (2,09%) e televisores (2,69%).
Quedas que seguraram o índice
O grupo vestuário apresentou a maior contribuição para segurar a inflação, com uma queda de 1,83%. Os itens que mais recuaram foram blusas (-3,72%), vestidos (-3,46%) e camisas masculinas (-1,47%).
Os transportes também tiveram variação negativa (-0,22%). A gasolina ficou 2,64% mais barata e o preço do automóvel novo caiu 1,46%. Por outro lado, as passagens aéreas registraram forte alta de 9,56% no período.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
Fonte Correio Braziliense
Foto: Cristiano Carvalho/Caesb











