Uma mulher perdeu mais de R$ 3 mil após cair em um golpe de falsa audiência judicial. Segundo as apurações, os criminosos se passaram por servidores da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) — do qual a vítima tinha um processo acompanhado pela instituição — e a convenceram a fazer duas transferências via Pix.
As movimentações do golpe começaram em 4 de agosto, quando a vítima recebeu mensagens dos supostos funcionários da Defensoria, que informava a realização de uma videoconferência. Na chamada de vídeo, os criminosos disseram à vítima que a ação havia sido julgada procedente e que ela receberia R$ 30 mil por danos morais.
Depois da falsa audiência, os golpistas orientaram a mulher através de aplicativo de mensagens. Segundo os relatos, os indivíduos afirmaram que ela precisava movimentar R$ 2 mil na conta bancária para evitar o bloqueio da indenização. Em seguida, informaram que era necessário realizar dois pagamentos via pix para que o valor fosse liberado sem a cobrança de impostos.
A vítima efetuou as transações em duas instituições diferentes, mas não houve o suposto pagamento de R$ 30 mil. Após 30 minutos do momento da fraude, a mulher entrou em contato com os bancos para bloquear os pagamentos, além de registrar ocorrência policial. No entanto, as instituições não aceitaram a devolução.
A partir do boletim de ocorrência feito pela vítima, a mulher recorreu a Justiça, que reconheceu que a vítima foi lesada e determinou o bloqueio de valores nas contas para as quais os pix foram enviados.
Em nota, a DPDF afirmou que o caso serve de alerta para golpes que envolvem processos judiciais. O órgão também orienta que as pessoas não façam pagamentos, transferências ou depósitos para liberar indenizações ou outros valores decorrentes. Em caso de dúvida, o cidadão pode contatar a Defensoria pelo telefone 129, antes de fornecer dados ou realizar qualquer funcionamento.
*Estagiário sob a supervisão de Patrick Selvatti
Fonte Correio Braziliense
Foto: Caio Gomez












