Candidatos a deputados distritais estão de olho nos votos dos indecisos

Candidatos a deputados distritais estão de olho nos votos dos indecisos

Os candidatos a deputado distrital citados na quarta rodada da Pesquisa Correio/Opinião Inteligência Política comemoraram o desempenho alcançado na consulta espontânea. Líder do levantamento, com 2,3% das intenções de voto para a Câmara Legislativa (CLDF), Max Maciel (PSol) celebrou a recepção nas ruas. “Sem dúvida alguma, isso é reflexo de que nosso trabalho está chegando nas pessoas e sendo reconhecido”, avaliou o parlamentar que busca reeleição.

Maciel reforçou que a mobilização continua até o último dia da campanha antes do pleito. “Nesta reta final, seguiremos trabalhando para fidelizar esses votos e buscar os indecisos, que ainda são uma grande fatia do eleitorado. A pesquisa é muito importante, mas temos consciência de que ela sozinha não define o resultado. Por isso, seguiremos trabalhando muito, gastando sola, santinho e saliva para continuar nosso mandato na CLDF”, afirmou.

Na segunda colocação com 2,03%, Jaqueline Silva (MDB) expressou gratidão pelo apoio popular, mantendo a cautela sobre o cenário. “Uma felicidade enorme pela lembrança do meu nome e das realizações do nosso trabalho. Mas sempre ciente de que esta é uma projeção de momento, apontando que estamos no caminho certo, mas que não há quadro definido. É uma eleição dinâmica, com grandes nomes e inúmeras possibilidades”, argumentou.

Empatado com Jaqueline na segunda posição, Chico Vigilante (PT) enfatizou a relevância do levantamento para o acompanhamento do cenário. “Me dá mais responsabilidade para o trabalho que tenho feito”, ressaltou. O distrital reforçou quais serão suas prioridades em uma eventual reeleição: “Quero um novo mandato voltado muito para a questão do idoso, que é uma população completamente desassistida, além da mobilidade e da situação de gravidade que vive a saúde”.

Com 1,5% — figurando ao lado de Robério Negreiros (Podemos) e do estreante Léo Goleiro (PP) —, Joaquim Roriz Neto (PL) destacou a permanência na liderança entre as candidaturas de sua legenda. “Mais do que um número, vejo esse resultado como um incentivo para continuar ouvindo a população e trabalhando por soluções concretas para o DF”, ponderou.

O atual vice-presidente da CLDF, Ricardo Vale (PT), apareceu com 1,15%. Logo atrás, também empatados, vieram Cláudio Abrantes (União), ex-secretário de Cultura; e Pepa (PP), atual líder do governo na Casa, registraram 1,06%. 

Estratégias

Para Ariel Calmon, mestre em ciência política pela Universidade de Brasília (UnB), o avanço na busca por votos espontâneos é reflexo direto da intensificação das agendas de rua. “O caso de Max Maciel — que estava em sexto lugar na pesquisa anterior — mostra que, na reta final de campanha, a maior exposição do candidato, mobilização territorial e de grupos específicos e o fechamento tardio da decisão eleitoral podem aumentar a capacidade de o eleitor lembrar espontaneamente daquele nome”, explicou, ressaltando que a ativação da memória do eleitorado é decisiva na eleição proporcional.

Calmon destacou que o sucesso das candidaturas individuais depende obrigatoriamente do desempenho global de suas coligações e do quociente eleitoral. “O mais importante a se considerar para cargos proporcionais é que, além de ser bem votado, o candidato precisa alcançar um mínimo de votos, assim como sua legenda ou federação para cálculo do quociente eleitoral. Ter mais votos que os demais não indica sucesso em todos os casos”, acrescentou.

Segundo as projeções calculadas pelo levantamento a partir das regras do TSE, a federação União Progressista (União/PP) desponta com a maior bancada projetada, concentrando 21,2% das citações nominais (7 cadeiras); seguida pela Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) com 13,2% (4 vagas), MDB com 11,2% (3 vagas) e PL com 10,3% (3 vagas). 

Republicanos e a federação PSol/Rede registraram 8,2% e 7,1% das citações e ficariam, cada um, com duas vagas. Podemos, Mobiliza e PSD, com 5,9%, 5,5% e 4,6% das citações, respectivamente, completariam a projeção, com uma cadeira cada.

O levantamento foi realizado presencialmente em 31 regiões administrativas, com 1.132 eleitores com 16 anos ou mais. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos e confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número DF03622/2026.

Fonte Correio Braziliense
Foto: Davi Pereira/CB/D.A Press, Reprodução/CLDF, Ed Alves/CB/D.A Press