A ausência da biometria no cadastro eleitoral não impede o exercício do voto. Atualmente, 10,99% do eleitorado brasileiro não tem o dado digital, mas o mais importante para votar no 1º e 2º turno das Eleições 2026, em 4 e 25 de outubro, é estar com a situação eleitoral regular.
Embora a biometria seja obrigatória para o alistamento eleitoral em todos os municípios brasileiros, exceto para quem se cadastra no exterior, essa exigência se aplica apenas à fase de inscrição. Para votar, o requisito é estar regularmente inscrito no Cadastro Eleitoral.
Sandra Damiani, assessora-chefe de Gestão Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirma que a regularidade da inscrição garante o direito ao voto. “Para votar, tem que estar regular no cadastro eleitoral, independentemente de o eleitor ter ou não biometria”, explica.
Como funciona a identificação na urna?
Todas as seções eleitorais do país contam com leitores biométricos. Para eleitores com biometria, a identificação ocorre pela impressão digital. O sistema adiciona uma camada extra de segurança ao processo, reduzindo riscos de fraude.
Caso a digital não seja reconhecida, a urna realiza até quatro tentativas de validação. Se a identificação falhar, o sistema adota outro procedimento. “Se a pessoa tiver digital coletada mas a urna não reconhecer, ela vai tentar quatro vezes e, depois disso, perguntará qual o ano de nascimento do eleitor”, detalha Damiani.
Para os eleitores sem biometria, a urna também utiliza uma forma alternativa. “Se a pessoa não tiver digital cadastrada, mas estiver regular na urna, a urna vai pedir que o eleitor informe o ano de nascimento”, acrescenta a assessora.
Nas seções fora do Brasil, a identificação biométrica não é utilizada. A urna no exterior não solicita a impressão digital, mas o eleitor deve estar com a inscrição regular e apta no Cadastro Eleitoral para votar.
O que é a biometria eleitoral?
A biometria é o conjunto de dados físicos, como impressões digitais, fotografia e assinatura, usados para identificar cada eleitor de forma única. As informações ficam armazenadas no Cadastro Eleitoral.
Além de aumentar a segurança, a biometria ajuda a detectar duplicidades cadastrais e torna os procedimentos mais ágeis. Os dados coletados pela Justiça Eleitoral também integram a base da Identificação Civil Nacional (ICN), que visa unificar a identificação dos cidadãos.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
Fonte Correio Braziliense
Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press












