Polícia Militar intensifica segurança e reforça o 190 para o 2º turno

Plano também contemplará o emprego de tropas especializadas — Patamo, Rotam, cavalaria e batalhão de cães — e um esquema preventivo para áreas sensíveis, como a Esplanada dos Ministérios e a Praça dos Três Poderes, mas o detalhamento ainda não foi divulgado

Para garantir a segurança e a ordem no segundo turno das eleições, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) intensificou a preparação e reestruturou o Centro de Operações (COPOM) e o canal 190. O planejamento estratégico foi detalhado nesta quinta-feira (22/10) pela porta-voz da corporação, major Talita, que apresentou a expansão de uma para quatro mesas de atendimento voltadas exclusivamente a crimes eleitorais em todo o DF.

A estratégia de prontidão foi desenhada com base na análise do pleito anterior. Dados do sistema operacional da corporação referentes ao primeiro turno (4/10), no intervalo das 6h às 23h59, registraram um total de 697 ocorrências, sendo que 52 chamados foram classificados especificamente como crimes eleitorais, subsidiando o novo dimensionamento logístico.

“Tivemos uma redução de cerca de 35% na quantidade total de ocorrências no primeiro turno de 2026, comparado com o primeiro turno de 2022”, afirmou a major, destacando o impacto positivo do efetivo ampliado na preparação atual.Play Video

Com a nova logística, a organização dividiu o atendimento entre as regiões Leste, Oeste, Central Metropolitana e Sul, permitindo que denúncias de boca de urna ou distribuição de santinhos no entorno dos 614 locais de votação sejam encaminhadas diretamente às mesas regionais.

“Quando o cidadão ligar informando a situação de possível crime eleitoral, boca de urna, distribuição de santinho nas imediações dos locais de votação, essa ocorrência será encaminhada para a respectiva mesa, conforme a região administrativa em que estiver acontecendo o crime eleitoral”, explicou a oficial.

Além da descentralização, a preparação para o domingo de votação aposta forte na tecnologia para evitar deslocamentos desnecessários e otimizar o uso das viaturas em campo.

“Se o drone estiver em uma região onde estiver acontecendo um possível crime eleitoral, a imagem pode ser compartilhada em tempo real aqui com os nossos despachantes”, disse a porta-voz ao detalhar o monitoramento aéreo integrado.

O plano de preparação também contempla o emprego de tropas especializadas — como Patamo, Rotam, cavalaria e batalhão de cães — e um esquema preventivo rigoroso para áreas sensíveis, como a Esplanada dos Ministérios e a Praça dos Três Poderes, para assegurar prontidão total durante a apuração dos votos e o período pós-eleição. O detalhamento será divulgado posteriormente.

Fonte Correio Braziliense
Foto: Minervino Júnior/CB/D.A.Press