Vendas do comércio no carnaval de Brasília superam expectativas

O Sindicato do Comércio Varejista havia previsto expansão de 3,9% contra 3,7% da folia de 2025. No entanto, a maioria das lojas vendeu 4,2%

O carnaval no Distrito Federal surpreendeu o comércio, com vendas acima do projetado para a maioria dos lojistas. O Sindicato do Comércio Varejista havia previsto expansão de 3,9% contra 3,7% da folia de 2025. No entanto, a maioria das lojas vendeu 4,2%, devido a alguns fatores, mostra estudo da entidade. “Os preços dos combustíveis e das passagens terrestres e aéreas subiram a ponto de reter muita gente no DF”, ponderou o presidente do Sindivarejista-DF, Sebastião Abritta. 

Conforme o Sindivarejista, no carnaval do ano passado deixaram o DF mais de 245 mil pessoas. Em 2026, antes e durante a folia, não saíram mais do que 100 mil pessoas, “o que contribuiu para que o comércio expandisse as vendas e o faturamento”, na avaliação de Abritta.

Outro ponto positivo foi que as lojas funcionaram de sábado a segunda-feira, só fechando na terça-feira. Outro aspecto foi a animação nas ruas. “Um exemplo da consolidação do carnaval na cidade foi a expansão dos blocos carnavalescos durante a folia. Eles reuniram milhares de foliões”, finalizou Abritta.

Mercado internacional de chocolates

Uma missão de entidades e organizações brasileiras está em Amsterdã para promover o chocolate brasileiro, entre elas a Abicab, associação que congrega o setor. Primeiro, o grupo participou da WCF (World Cocoa Foundation), onde o Brasil discutiu sobre o produto e mostrou aos potenciais importadores que o país respeita as exigências internacionais. “Nossos interlocutores tomaram conhecimento dos modelos de sistemas agroflorestais e cabruca, inseridos nas práticas sustentáveis de cultivo do cacau brasileiro”, explicou o presidente executivo da Abicab, Jaime Recena. Em outro encontro, na Embaixada do Brasil, os europeus puderam conhecer um pouco mais sobre o processo de cultivo do cacau brasileiro e degustar chocolates e atestar a qualidade de nossos produtos.Também fazem parte da missão a AIPC, CocoaAction Brasil, Associação Bean to Bar Brasil e Instituto Arapyau. A partir de hoje, Abicab, em um convênio com a Apex Brasil, estará no evento Chocoa 2026, promovendo o chocolate de origem.

Startup criada por brasilienses atrai investimento milionário

Especializada em transformar negócios em organizações agênticas — modelo operacional onde agentes de IA trabalham como membros permanentes da equipe, com responsabilidades definidas —, a Dalton Lab ganhou um investidor de peso. Criada há apenas seis meses pelos brasilienses Rodrigo Spínola (C) e Marcelo Ramos (E), recebeu um aporte de R$ 1,65 milhão, com o ingresso de Júlio Lohn (D) como sócio investidor. Integrante do quadro societário da MundialMix, um dos maiores atacadistas de Santa Catarina, Lohn teve o primeiro contato com a empresa ao contratá-la para desenvolvimento de soluções. Entusiasmado com o que viu, decidiu investir.

Novo modelo operacional

“Nosso trabalho começa onde a maioria das empresas de inteligência artifical (IA) termina. Elas entregam a ferramenta. Nós redesenhamos o processo, preparamos as pessoas e, só depois, ativamos a tecnologia”, frisou Spínola à coluna. Para ele, a IA não substitui o ser humano e sim o ajuda, e seu uso é uma realidade que precisa ser abraçada. “Toda empresa vai se tornar uma organização agêntica — ou vai ser substituída por uma que é. Não é questão de ‘se’, é questão de ‘quando’. E as que entenderem que isso é uma transformação de modelo operacional, não um projeto de TI, vão chegar primeiro.”

Reforço ao turismo gastronômico

A vocação de Brasília para o turismo gastronômico e de negócios na capital do país ganha reforço. O Brasis Ateliê Gastronômico fechou ontem os últimos detalhes para a segunda edição do Festival Chefs do Brasis, que será realizada de 17 a 19 de abril, na Arena BRB Mané Garrincha. Com entrada gratuita e pratos sofisticados a preços acessíveis, o evento reunirá 25 chefs de diferentes regiões do país. A programação inclui palestras e rodas de conversa voltadas ao empreendedorismo, inovação e desenvolvimento do setor. Idealizado pela chef Di Oliveira, o festival movimenta a hotelaria, a economia criativa e o setor de serviços, além de fomentar a profissionalizaçãodo mercado. “O festival não se resume a uma vitrine de talentos. É uma iniciativa que se firma como espaço de networking, troca de conhecimento e geração de portfólio para chefs, marcas e empresas”, destaca.

Velejando para o futuro

Democratizar o esporte da vela é o propósito do Velejando para o Futuro, projeto que chega a Brasília na próxima segunda-feira. A iniciativa promove aulas gratuitas desse esporte para crianças e adolescentes de 6 a 18 anos, prioritariamente de escolas públicas e em vulnerabilidade. Também serão recebidas aquelas com autismo. O projeto é da Confederação Brasileira de Vela(CBVela). O presidente da entidade, Daniel Nottinghan Azevedo, enfatizou à coluna o simbolismo do Lago Paranoá. “Quando levamos crianças da periferia para velejar no Lago Paranoá, estamos também ampliando o acesso à cidade, à cultura náutica e ao sentimento de pertencimento”, disse. A ação está recebendo inscrições por meio de formulário disponível no site cbvela.com.br/velejando.

Por Resenha de Brasília
Fonte Correio Braziliense
Foto: Bruna Gaston CB/DA Press