Estudantes do Distrito Federal conquistaram dois prêmios em uma das maiores competições de robótica do mundo, a “RoboCupJunior”, realizada em Incheon, na Coreia do Sul, entre 2 e 5 de julho. A equipe do Clube de Robótica da EduSesc, rede de escolas do Sesc-DF, voltou para casa com importantes resultados.
O grupo de Taguatinga obteve o 3º lugar na competição principal da categoria OnStage e o 1º lugar no SuperTeams, um desafio colaborativo com equipes de outros países. Esta foi a primeira vez que um time do centro-oeste brasileiro participou do evento, que existe desde 1997.
A equipe é formada por Juliane Souza, Caio Lima, Matheus Santos e Sanches Cerneiro, com orientação do professor William Caetano. Toda a viagem ao país asiático foi custeada pelo Sesc-DF.
Apresentação uniu folclore e tecnologia
A categoria OnStage combina robótica, programação, teatro e criatividade. Na apresentação que garantiu o pódio, os estudantes levaram ao palco uma história sobre o encontro do robô Anbot com o Curupira, personagem do folclore brasileiro.
A performance mostrou como a inteligência artificial pode atuar na preservação ambiental e cultural. No roteiro, o robô Anbot ajuda o pesquisador Kenai a mapear a Floresta Amazônica. A dupla encontra o Curupira, que desconfia da tecnologia. Para provar ser um aliado, o robô analisa dados em tempo real e conclui que a floresta precisa de conservação urgente, ganhando a confiança do guardião da mata.
Robô feito de lixo eletrônico
O robô Anbot foi construído pelos jovens com peças de lixo eletrônico e aparelhos descartados. O protótipo anda, levanta objetos e interage com humanos. Uma webcam reaproveitada funciona como a “visão” da máquina.
Usando visão computacional, o Anbot reage a comandos de voz e gestos, podendo acenar, olhar para os lados ou se mover na direção de uma pessoa.
No desafio SuperTeams, os brasileiros se juntaram a estudantes da Áustria e de Singapura. O grupo desenvolveu uma nova apresentação com os robôs já criados e conquistou o 1º lugar, demonstrando grande capacidade de colaboração e adaptação.
“Participar de um campeonato mundial já era um sonho. Voltar com dois troféus é uma sensação difícil de explicar. É uma conquista que representa toda a nossa equipe, nossos professores e a EduSesc”, declarou o estudante Caio Lima, de 17 anos.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
Fonte Correio Braziliense
Foto: Divulgação











