TSE fará nova reunião com embaixadores para reforçar confiança nas urnas

Encontro marcado para 17 de agosto reunirá representantes diplomáticos e organismos internacionais em meio à circulação de informações falsas sobre a segurança do sistema eleitoral brasileiro

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) promoverá, no próximo dia 17 de agosto, uma nova reunião com embaixadores, representantes diplomáticos e integrantes de organismos internacionais para apresentar detalhes sobre o funcionamento das urnas eletrônicas e do sistema eleitoral brasileiro. O encontro será conduzido pelo presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, na sede do tribunal, em Brasília.

A iniciativa integra as ações de transparência do TSE voltadas à comunidade internacional e ocorre em um momento de intensificação do debate sobre a segurança do processo eleitoral. Durante a reunião, Nunes Marques deverá detalhar as etapas de desenvolvimento, auditoria e fiscalização das urnas eletrônicas, além dos mecanismos de segurança adotados pela Justiça Eleitoral.

A agenda foi confirmada após declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, que voltou a questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas diante de representantes estrangeiros. Sem apresentar evidências, o parlamentar afirmou que parte dos equipamentos utilizados nas eleições brasileiras teria ligação com a empresa Smartmatic, responsável por sistemas eleitorais em outros países.

Em resposta, o TSE reiterou que a Smartmatic nunca forneceu urnas eletrônicas nem desenvolveu softwares utilizados nas eleições brasileiras. Segundo a Corte, os equipamentos foram projetados por equipes técnicas da própria Justiça Eleitoral e produzidos por empresas contratadas por meio de licitação pública. O tribunal destacou ainda que a associação entre a empresa e o sistema brasileiro de votação já foi desmentida diversas vezes.

Além da reunião com o corpo diplomático, o TSE informou que o pleito deste ano contará com a presença de missões internacionais de observação eleitoral. Representantes da União Europeia, da Organização dos Estados Americanos (OEA), do Parlamento do Mercosul (Parlasul), do Carter Center, da União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore) e da Rede Mundial de Justiça Eleitoral de Países de Língua Portuguesa (Rojae-CPLP) acompanharão o processo eleitoral de outubro para observar o funcionamento da votação e da apuração.

Fonte Correio Braziliense
Foto: Minervino Júnior/CB/D.A.Press