OAB-DF lança campanha contra solta de fogos na virada

Em âmbito nacional, o Senado analisa um projeto (PL 2130/2019) que estabelece limites de emissão sonora para os artefatos

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Pensando na saúde e conforto dos animais e pessoas sensíveis, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) lançou a campanha “Fogos sim, barulho não” contra a solta de fogos de artifício e rojões durante a virada do ano.

Segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), os cães, por exemplo, tem capacidade auditiva maior que a dos humanos e, para eles, barulhos acima de 60 decibéis, que equivale a uma conversa em tom alto, podem causar estresses físicos e psicológicos.

“Esse é um problema seríssimo”, diz o médico-veterinário Daniel Prates, proprietário de uma clínica no Distrito Federal. “Já atendi um cão que atravessou uma vidraça [durante a queima de fogos]. Chegou aqui cheio de cacos de vidro enfiados na região de rosto, peito e pescoço. Por sorte não cortou a jugular ou entrou vidro nos olhos. Também atendi o caso de um cão que morreu de infarto”, conta.

Para conter este tipo de dano, no país já há restrições ao uso de fogos barulhentos como é o caso previsto na Lei nº 6647 do Distrito Federal. Em âmbito nacional, o Senado analisa um projeto (PL 2130/2019) que estabelece limites de emissão sonora para os artefatos.

Além de gatos e cachorros, os fogos também afetam portadores do Transtorno do Espectro Autista (TEA) que possuem hipersensibilidade sensorial e sofrem com os barulhos dos fogos de artifício, especialmente as crianças; também, afeta grávidas porque o estresse faz com que produzam hormônios que aceleram o coração, o que não é bom para o bebê nem para a gestante — além de causar transtornos para muitos doentes que estão nos hospitais, idosos acamados. 

A campanha da OAB, que tem o apoio da Associação dos Amigos dos Autistas (AMA/DF) e pela Confederação Brasileira de Cinofilia, visa a conscientização da população para o tema, relembrando que é proibido a queima ou soltura de fogos ou qualquer artefato pirotécnico que produza estampidos, sendo permitido o uso daqueles produzam apenas efeitos ou barulho de baixa intensidade. 

Com informações da Agência Brasil

Por Redação do Jornal de Brasília com informações de PH Paiva

Foto: Agência Brasil