Escolas de samba do Grupo de Acesso buscam espaço entre destaques

Concorrência é acirrada: das sete agremiações do Distrito Federal que vão desfilar, apenas uma sobe para o grupo especial

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As escolas de samba do Grupo de Acesso estão trabalhando duro para conquistar espaço no Grupo Especial. Sete agremiações estão na luta por apenas uma vaga. Nesta terceira matéria sobre as principais escolas de samba do Distrito Federal, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) conta um pouco da história de três delas: Acadêmicos de Santa Maria, Unidos do Varjão e Unidos de Vicente Pires.

Embora se queixem do tempo exíguo entre a definição da data dos desfiles – marcada para entre os próximos dias 23 e 25 de junho ー e do intervalo grande desde a última vez em que se apresentaram, em 2014, os dirigentes dizem que já está tudo no ritmo e que estão prontos para entrar na avenida.

“Não havia mais nenhum material que pudéssemos aproveitar de carnavais passados para 2023; tivemos que começar tudo absolutamente do zero”, detalha Claudenir Constâncio da Silva, a Claudinha, presidente da Unidos do Varjão.

“Depois de nove anos sem movimentar a comunidade carnavalesca, fica muito difícil, pois já não existiam alegorias, por exemplo”, emenda Maria de Fátima dos Reis, diretora-geral de carnaval da Acadêmicos de Santa Maria. Otimista, o presidente da Unidos do Varjão, Luciano Pontes Garcia, afirma que o desfile, depois do gap de nove anos, é “um sonho realizado”.

Varjão traz Tim Maia

A Unidos do Varjão, fundada em 2009, desfila no dia em que comemora aniversário: 23 de junho. Para os integrantes da agremiação, é um sinal de sorte. “São 14 anos de luta pela cultura do Varjão, com muito samba e resistência”, dizem.

Na avenida, os integrantes prometem muito brilho e energia, lembrando um artista muito querido. “Vamos celebrar como um dia de domingo, como um dia de carnaval. Vamos festejar, a plenos pulmões e coração, com alegria e saudade um dos grandes ícones da música brasileira. Aliás, vamos chamar e aclamar o síndico da música popular brasileira: Tim Maia”, conclama a presidente Claudinha.

Ela aposta no sucesso de um desfile que é 100% brasiliense: “é muito importante destacar que todas as fantasias, alegorias e adereços estão sendo confeccionados exclusivamente pela equipe de carnaval, ou seja, não há nada que vá para o desfile que não tenha sido concebido, planejado, projetado, realizado e organizado pela equipe da escola”, assegura.

Pará na avenida

A Acadêmicos de Santa Maria une o símbolo da escola – a coruja-buraqueira do cerrado – e o folclore paraense no enredo deste ano: No voo da coruja! O folclore que encanta o Pará. Fundada em 1999, a escola chegou a desfilar no grupo especial em 2013, depois de conquistar o título de campeã do grupo de acesso em 2012.

“Esperamos que, em 2023, possamos estar novamente no auge e, com isso, retornar a um lugar onde deveríamos estar até hoje, que é o Grupo Especial”, diz o presidente da escola, Gilson Ferreira dos Reis.

Vicente Pires é D’Oxum

Fundada em 2013, a Unidos de Vicente Pires vem este ano com o enredo Vicente Pires é D’Oxum – Ora yê yê ô pra vencer a dor. O presidente, Luciano Pontes Garcia, mais conhecido como Luciano Ibiapina, diz que a escola está pronta para proporcionar ao público “um lindo desfile”.

Além do samba, a escola pretende interagir com a comunidade em ações de cultura, esporte, lazer, educação e geração de empregos.

*Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa

Por Agência Brasília

Foto: Divulgação/Secec / Reprodução Agência Brasília