GDF investe mais de R$ 4 milhões em moradias em situação de precariedade

De 2019 a junho deste ano, 173 casas foram reformadas ou reconstruídas a custo zero para seus moradores

0
28

Ter o piso de casa revestido com cerâmica. Esse foi o sonho que a auxiliar de limpeza Silvandira Almeida, 55 anos, acalentou por mais de dez anos. As janelas velhas, que todos os dias emperravam na hora de serem abertas, até incomodavam a moradora da Estrutural. As infiltrações na parede também não eram bonitas de serem vistas. Mas era o chão feito de cimento que tirava o sossego da mulher.

‌“Minha casa estava no piso cru, sabe? Era muito difícil de manter limpo, uma luta”, recorda Silvandira. “Agora, com a reforma que o GDF fez aqui, ela tá bonita como nunca esteve. É a realização de um sonho, né? Porque a gente sempre quer dar o melhor para a nossa família”, celebra a mãe solo, que mora na casa com dois filhos e uma netinha.

A reforma na casa de Silvandira foi feita pelo Melhorias Habitacionais, um programa da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab) que garante qualidade de vida para moradias em situação de precariedade. De 2019 até junho deste ano, reformas e reconstruções executadas pelo projeto totalizaram R$ 4.318.554,58. O recurso atendeu 173 famílias da Estrutural, do Sol Nascente e de São Sebastião.

4.318.554,58O recurso atendeu 173 famílias da Estrutural, do Sol Nascente e de São Sebastião

‌Na residência de Silvandira, as obras foram muito além da troca do piso e das esquadrias. O arquiteto responsável pela reforma, Leandro Fernandes, conta que a parte elétrica foi inteiramente recomposta, o telhado passou por uma revisão e a caixa d‘água, que era de amianto, foi trocada por uma de polietileno. “Também melhoramos a ventilação da casa e fizemos um tratamento nas paredes para acabar com as infiltrações”, acrescenta.

‌Vale ressaltar que intervenções feitas pelo Melhorias Habitacionais são totalmente custeadas pelo programa – os beneficiários não precisam desembolsar nada. No último mês, o valor destinado às reformas aumentou de R$ 35,5 mil para R$ 50 mil. A verba dedicada às reconstruções também foi incrementada, passando de R$ 75 mil para R$ 100 mil.

Projeto personalizado

‌Mais do que oferecer um lar com conforto e segurança, o projeto do Governo do Distrito Federal (GDF) procura atender às demandas específicas de cada família. Assistentes sociais visitam as residências antes do projeto ser elaborado para, assim, levantar as principais necessidades dos moradores. Foi assim que encontraram a solução perfeita para a situação da aposentada Maria Belém Cardoso, 70 anos

‌Moradora da Estrutural, a maranhense vive com o filho, a nora e a neta. Privacidade era algo que a família desconhecia, já que todo mundo precisa dividir dois quartos e um banheiro. “A casa não tinha iluminação natural e nem ventilação nos cômodos. Era abafado e o cheiro de mofo vindo das infiltrações incomodava bastante”, relata Maria.

A reforma mudou toda a configuração da residência. Com técnicas de aproveitamento de espaço, foi possível construir duas minicasas em uma única edificação, ambas compartilhando de um mesmo hall de entrada. “Agora, eu tenho meu cantinho e o meu filho tem o dele. A casa está toda revestida com cerâmica e eu ainda ganhei um banheiro novo, que não vou precisar dividir com o restante da família”, comemora.

‌O diretor de Assistência Técnica da Codhab, Mauro Rocha, garante que o Melhorias Habitacionais é uma das prioridades da Codhab. “É um projeto que traz dignidade para as pessoas, além de uma alegria muito grande”, observa. “Ajudamos cidadãos que não teriam condições de fazer essas obras por conta própria”, enfatiza.

‌O subprograma não está com inscrições abertas no momento. O site e os postos de atendimento da Codhab vão divulgar quando um novo processo seletivo for aberto. Para se inscrever no programa, o candidato precisa ser proprietário do lote onde vive, morar no DF há pelo menos cinco anos e ter renda familiar de até três salários mínimos.

Por Agência Brasília

Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília / Reprodução Agência Brasília