Com foco no Junho Violeta, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a pessoa idosa, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) promoveu, em parceria com o Sesc-DF, o evento Conectado e Protegido – Prevenção à Violência contra a Pessoa Idosa. A iniciativa reuniu cerca de 380 idosos de diversas regiões administrativas e teve como objetivo fortalecer a rede de proteção, promover informação qualificada e estimular a autonomia, o cuidado emocional e a segurança das pessoas idosas diante de situações de violência, abuso, manipulação afetiva e golpes. O evento ocorreu no Teatro Paulo Gracindo, no Sesc Gama, nesta terça-feira (30).
“A segurança pública não se resume ao enfrentamento da criminalidade. Ela também se constrói por meio da prevenção, da informação e da presença do Estado junto à população. Investir em ações voltadas às pessoas idosas significa proteger um público que merece atenção especial diante do aumento dos golpes e de diferentes formas de violência. Nosso compromisso é fortalecer essa rede de cuidado, ampliar o acesso à informação e promover uma cultura de proteção que permita às pessoas idosas exercerem sua autonomia com segurança e tranquilidade”, afirmou o secretário de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury.
A programação do evento incluiu acolhimento dos participantes, apresentação musical do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), palestra temática, talk show com especialistas, espaço para perguntas anônimas, atividades culturais e orientações voltadas ao fortalecimento da rede de proteção.
Um dos destaques foi a palestra “Não era amor, era cilada: é amor ou golpe?”, ministrada pela delegada-adjunta da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (DECRIN/PCDF), Cyntia Carvalho e Silva. A especialista apresentou orientações para identificar e prevenir o chamado estelionato sentimental, modalidade criminosa que utiliza vínculos afetivos para obter vantagens financeiras das vítimas.
Entre os principais alertas apresentados foram pedidos urgentes de dinheiro, solicitação de senhas bancárias, utilização de contas de terceiros, pressão emocional, tentativas de afastamento da vítima de familiares e amigos e histórias falsas de emergência. Os participantes também receberam orientações sobre a importância de preservar provas, procurar pessoas de confiança antes de realizar transferências financeiras e registrar ocorrência sempre que identificarem indícios de fraude.
Para a subsecretária de Prevenção à Criminalidade da SSP-DF, Elizabeth Frade, ações preventivas fortalecem a cidadania e ampliam a proteção da população idosa. “A proteção da pessoa idosa exige escuta, presença do Estado e informação acessível. Quando reunimos quase 400 idosos para falar sobre saúde emocional, vínculos, autonomia e prevenção a golpes, estamos fortalecendo a cidadania e ampliando a rede de cuidado. A segurança pública também se faz com prevenção, orientação e acolhimento”, destacou.
A subsecretária ressaltou ainda a importância da atuação conjunta entre instituições públicas e parceiros sociais para ampliar o alcance das ações de prevenção. “O Sesc, por meio do projeto Mais Vividos, é um parceiro essencial nessa construção. A união entre instituições públicas e sociais permite que a informação chegue de forma mais próxima, sensível e efetiva às pessoas idosas das diferentes regiões administrativas do Distrito Federal”, afirmou.
Durante todo o mês de junho, o projeto também promoveu oficinas de fotografia com pessoas idosas de nove unidades do Sesc no Distrito Federal. As atividades estimularam reflexões sobre envelhecimento, respeito, proteção e valorização da pessoa idosa. As imagens produzidas pelos participantes foram reunidas em uma exposição apresentada no foyer do Teatro Paulo Gracindo, compondo um espaço de sensibilização e reconhecimento das vivências desse público.
*Com informações da SSP-DF
Fonte Agência Brasília
Foto: Divulgação SSP-DF












