O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que informações colhidas pela Polícia Civil de São Paulo sobre a produtora do filme Dark Horse — financiado por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master — sejam compartilhadas com a Polícia Federal. Em junho deste ano, a corporação paulista realizou uma operação contra Karina Ferreira Gama, dona da empresa que produziu o longa.
Na ocasião, a operação policial cumpriu buscas no Instituto Conhecer Brasil (ICB), também de propriedade de Karina Gama e que mantém contratos de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo. Foi alvo, ainda, a Go Up Entertainment, produtora responsável por Dark Horse — sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. O foco foi apurar o destino de emendas parlamentares enviadas pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP).
As duas corporações mantêm investigações com focos diferentes. No caso da PF, o objetivo é saber se ocorreu lavagem de dinheiro no envio de recursos para o filme e se parte dos valores foi usada para manter o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Em 2024, de acordo com as apurações, Mário Frias destinou R$ 2 milhões à produtora de Karina Gama.
Apreensões
A operação da Polícia Civil também cumpriu mandados em endereços pessoais da empresária. Nas buscas, foram apreendidos documentos, celulares, computadores e outros itens que podem colaborar com as investigações que correm na Polícia Federal. O caso corre sob sigilo no Supremo.
As investigações envolvendo a produtora tiveram início após um pedido do ministro Flávio Dino para que a Controladoria-Geral da União (CGU) apurasse o envio de emendas dos deputados Mário Frias, Marcos Pollon (PL-MS) e Bia Kicis (PL-DF) ao Instituto Conhecer Brasil (ICB) e à Academia Nacional de Cultura (ANC). O magistrado é relator, no Supremo, de processos que tratam da rastreabilidade e da transparência na aplicação de emendas parlamentares.
Já os valores empregados no filme e a relação com o Banco Master, de Daniel Vorcaro, estão em apuração em outro inquérito, sob comando do ministro André Mendonça. A investigação também mira o eventual envolvimento do pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, com as irregularidades. No entanto, nos bastidores, investigadores têm reclamado da demora do ministro para autorizar diligências que foram solicitadas.
Fonte Correio Braziliense
Foto: Reprodução/Instagram @therealjimcaviezel











