A largada da propaganda eleitoral no rádio e na televisão demonstrou as frentes escolhidas pelas campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para tentar desgastar o principal adversário na corrida pelo Palácio do Planalto. Enquanto o petista aposta em denúncias envolvendo o parlamentar, como o caso Dark Horse e Banco Master, o candidato do PL mira as investigações que alcançam Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do petista, além da economia e da segurança pública.
Nas primeiras inserções exibidas nessa sexta-feira, a campanha de Lula colocou o Master no centro da ofensiva contra Flávio. Uma das peças apresenta a imagem do senador em uma ficha policial e mostra imbróglios de sua trajetória, como o caso das rachadinhas e a relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Outro vídeo utiliza uma adaptação do jingle que ficou conhecido como Osmarzinho para explorar os pedidos de dinheiro feitos por Flávio a Vorcaro para, supostamente, financiar o filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A estratégia petista é desconstruir a tentativa de Flávio de se apresentar como uma versão mais moderada do bolsonarismo e associar sua candidatura aos episódios de desgaste acumulados ao longo da carreira política.
O movimento deve continuar no primeiro programa presidencial, que vai ao ar hoje, quando Lula terá cinco minutos e 31 segundos — o maior tempo entre os postulantes ao Palácio do Planalto.
Do outro lado, Flávio terá quatro minutos e 20 segundos e também prepara uma ofensiva. A campanha do presidenciável escolheu a economia e a segurança pública como eixos para confrontar o governo.
Parte das gravações foi feita em estabelecimentos comerciais, numa tentativa de relacionar o endividamento das famílias, o custo de vida e as dificuldades enfrentadas por empresas à condução econômica da gestão petista.
Escândalos
O candidato do PL também pretende explorar as investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente da República. O filho do chefe do Executivo é alvo de três inquéritos em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) por possível de tráfico de influência, mesma suspeita que paira sobre Marcola.
A intenção é associar as apurações atuais a antigos escândalos dos governos do PT e recuperar o discurso anticorrupção que impulsionou o bolsonarismo em eleições anteriores.
Flávio colocou no ar, nessa sexta-feira, uma peça que tenta associar Lula ao chavismo a partir do documentário sobre o presidente brasileiro dirigido pelo norte-americano Oliver Stone, há dois anos, e apresentado no Festival de Cannes. O vídeo destaca a participação do venezuelano Maximilien Arvelaiz na produção e recupera empréstimos concedidos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) à Venezuela durante os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro.
Fonte Correio Braziliense
Foto: Ricardo Stuckert/PR-Minervino Júnior/CB-Montagem: Gemini












