A pesquisadora da Embrapa Cerrados Iêda de Carvalho Mendes foi selecionada pela revista Forbes Brasil para integrar a lista das 100 Mulheres Poderosas do Agro de 2026. Engenheira-agrônoma pela Universidade de Brasília (UnB) e doutora em Ciência do Solo pela Oregon State University, nos Estados Unidos, a pesquisadora entrou para a Embrapa em 1989 e foi destacada pela Forbes por ter liderado a equipe que, por mais de 20 anos, trabalhou no desenvolvimento da BioAS (Bioanálise de Solos). A tecnologia fez do Brasil um pioneiro ao incluir indicadores biológicos nas análises rotineiras de solo, permitindo ao produtor monitorar a saúde da terra.
“Nosso trabalho mostra que a pesquisa é capaz de promover mudanças reais em favor da agricultura, de transformar a maneira como avaliamos e manejamos nossos solos, contribuindo para a preservação do meio ambiente”, afirma Iêda de Carvalho Mendes, pesquisadora da Embrapa.
Rede de laboratórios
A Forbes também cita a participação de Iêda e de sua equipe no desenvolvimento da Plataforma Saúde do Solo BR — lançada pela Embrapa na COP30. Essa rede de laboratórios espalhados pelo país reúne informações para apoiar o monitoramento, os estudos científicos e as iniciativas envolvendo o manejo sustentável de áreas agrícolas. A criação da plataforma foi possível a partir da implementação da BioAS.
Reconhecimento
Em dezembro de 2025, Iêda foi agraciada com o Prêmio JK, na categoria Agro, concedido pelo Correio Braziliense, por sua atuação na pesquisa de solos e no desenvolvimento de práticas sustentáveis no Cerrado. À coluna, a pesquisadora voltou a celebrar o reconhecimento que, segundo ela, abriu as portas para que seu trabalho se tornasse conhecido fora do laboratório e chegasse a mais agricultores e instituições.
“O Prêmio JK foi o primeiro reconhecimento ao nosso trabalho em saúde do solo, e foi muito importante para dar visibilidade às nossas pesquisas, oferecendo uma oportunidade única de divulgar a tecnologia para além do meio científico. Para mim, é uma satisfação ver um trabalho construído ao longo de tantos anos, aqui no nosso quadradinho, por uma equipe fantástica de pesquisadores, analistas, assistentes e estudantes, ganhar projeção nacional e contribuir para que a saúde do solo seja cada vez mais valorizada no Brasil”, destacou Iêda.
Este ano, a pesquisadora foi ganhadora do Prêmio Norman Borlaug de Sustentabilidade 2026, concedido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).
Poder, impacto e influência
A seleção reúne produtoras rurais, pesquisadoras, executivas, empreendedoras e lideranças institucionais. Essa é a segunda edição da lista, anunciada em comemoração ao Dia Internacional da Mulher Rural, celebrado em 15 de outubro. Foram considerados três critérios: poder, relacionado à capacidade de decisão; impacto da atuação; e influência para mobilizar pessoas e promover transformações. Outras oito profissionais da Embrapa fazem parte da lista, entre elas a presidente da empresa, Silvia Massruhá. Também está contemplada a bióloga Mercedes Bustamante, professora da UnB e vencedora do Prêmio JK na categoria Sustentabilidade.
Bancos tradicionais são a principal fonte de crédito da indústria
Os bancos comerciais tradicionais foram a principal fonte de financiamento de curto e médio prazo (até cinco anos) para duas em cada três indústrias (65,3%) entre fevereiro e julho de 2026. É o que aponta a Sondagem Especial nº 107 — Condições de Acesso ao Crédito em 2026, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com o estudo, houve um aumento nessa participação em relação a 2025, que fechou em 61%. No longo prazo, acima de 5 anos, os bancos comerciais tradicionais também foram a principal fonte de recursos — 49,5% das empresas do setor buscaram crédito nessa modalidade. No ano passado, foram 51%.
DF tem a maior densidade na indústria de panificação do país
A produção industrial brasileira de panificados quase dobrou em 10 anos. O crescimento foi de 92,8% no volume entre 2014 e 2024, saltando de 1,6 milhão para 3,14 milhões de toneladas. O estudo é do Observatório da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), com base em dados do IBGE e do Ministério do Trabalho e Emprego. Conforme o levantamento, o Distrito Federal tem 6,53 estabelecimentos de panificação e confeitaria para cada 10 mil habitantes. É a maior densidade do setor no país, que tem média de 4,26 estabelecimentos para cada 10 mil habitantes. Depois do DF, aparecem Minas Gerais (6,22) e Espírito Santo (6,19).
Móveis inservíveis para doação
O Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) está doando bens móveis considerados antieconômicos ou irrecuperáveis. É uma forma de dar nova destinação a itens que não servem mais para atender ao órgão, mas podem ser aproveitados por outras instituições. A doação é regulamentada por edital, disponível no site do MPDFT. Podem se credenciar entidades privadas sem fins lucrativos do DF e da Região Metropolitana do Entorno, tais como organizações da sociedade civil, fundações e empreendimentos de economia solidária.
Fonte Correio Braziliense
Foto: Minervino Júnior












