A poucos minutos do fechamento dos portões, às 17h deste domingo (25/10), o clima no encerramento do segundo turno do Distrito Federal é de tranquilidade. No Colégio Leonardo Da Vinci, na Asa Norte — apontado como um dos maiores colégios eleitorais do DF, com cerca de 9,9 mil eleitores aptos —, a movimentação final transcorreu de forma ágil e sem filas. De acordo com os chefes de seção e a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), nenhuma ocorrência foi registrada na instituição ao longo de todo o dia.
Entre os eleitores que deixaram para cumprir a obrigação cívica nos minutos finais esteve o administrador e empresário Paulo Eduardo Ferraz de Lima, 31 anos. Morador da Asa Norte e dono de uma distribuidora de bebidas na região, ele explicou que a rotina intensa no comércio, impulsionada pela expectativa dos clientes com o resultado do pleito, o fez escolher a reta final da tarde para votar.
“Como a demanda na loja é muito alta nesse dia, esse é o horário que realmente consigo me deslocar. Já virou um hábito de quatro em quatro anos vir quase no encerramento porque é sempre supertranquilo. Não levei nem 30 segundos na seção e agora já volto para o trabalho”, contou.
Apesar do padrão pacífico na maior parte das seções da capital, a PMDF registrou uma intercorrência no início da tarde no Centro de Ensino Médio (CEM) 02, localizado na Quadra 13 de Sobradinho. Por volta das 12h, os policiais foram acionados para conter uma discussão após um eleitor ser advertido por uma mesária sobre a proibição de realizar registro fotográfico na cabine de votação.
A situação foi submetida à apreciação da Justiça Eleitoral e, após consulta à juíza responsável pelo caso, não foi constatado crime eleitoral, mas sim desacato, desobediência e vias de fato. Diante do desdobramento, o envolvido, a vítima e uma testemunha foram encaminhados à 35ª Delegacia de Polícia para o registro da ocorrência.
Fonte Correio Braziliense
Foto: Letícia Mouhamed/CB/DA Press











