O Zoológico de Brasília reinaugura, na manhã deste sábado (16/5), o Museu de Ciências Naturais, um dos espaços mais tradicionais e queridos do parque. Fechado desde 2022 após a detecção de problemas graves em sua estrutura, o local passou por uma ampla revitalização. A reforma incluiu melhorias na segurança, ampliação da acessibilidade para pessoas com deficiência (PCD), um banheiro modernizado e a criação de uma quadra esportiva nas proximidades para a convivência das famílias.
Em entrevista ao Correio, o diretor-presidente do Zoológico, Wallison Couto, explica que o projeto inicial era modesto, mas precisou ser expandido pela segurança dos visitantes. “Quando assumimos a gestão, em 2023, planejávamos apenas uma manutenção no museu. Porém, durante as avaliações técnicas, nossa equipe de engenharia detectou problemas estruturais mais sérios, o que exigiu uma reforma muito maior do que a prevista inicialmente. O período fechado foi necessário para garantir mais segurança e entregar um espaço totalmente revitalizado”, afirma.
Agora, o museu está dividido em três etapas expositivas. A primeira aborda a osteotécnica (estudo dos esqueletos); a segunda trata da evolução dos animais; e a terceira oferece uma área interativa totalmente voltada para o bioma Cerrado. O acervo conta com quase 200 peças biológicas em diferentes estados de conservação, divididas por biomas. Entre as principais atrações que prometem encantar o público está o impressionante esqueleto da girafa Yvelize — que viveu no local até 2018 e tem 4,30 metros de altura — e o corpo taxidermizado do tigre Rabisco, um dos animais de maior valor sentimental para os frequentadores do parque.
Técnicas de preservação
De acordo com Wallison Couto, o museu desempenha um papel fundamental ao unir conservação e educação. À reportagem, ele destaca a modernização dos processos para manter os animais com aspecto real. “Anteriormente, falávamos em empalhamento, pois se utilizava palha. Atualmente, empregamos a taxidermia, que utiliza espuma expansiva, permitindo um contorno mais natural do animal, incluindo olhos e boca”, detalha o diretor-presidente, reforçando que manter essas peças preserva a história do próprio zoo. “Assim, o público pode revê-los, emocionando-se e percebendo o cuidado que dedicamos.”
As visitas ao Museu de Ciências Naturais são totalmente guiadas por educadores ambientais, que conduzem o público por roteiros educativos sobre a evolução dos vertebrados e a biodiversidade. O espaço funciona de terça-feira a domingo, em dois turnos: das 9h às 12h e das 13h30 às 16h30. Os novos atrativos e a estrutura do parque já estão liberados para visitação a partir deste sábado.
Foto: Letícia Mouhamad/C.B/D.A Press












