Extensionistas rurais auxiliam 18 mil agricultores no DF e no Entorno

Na terça (06/12) foi comemorado o dia desse profissional, que contribui para a construção de um Brasil social e economicamente justo, produtivo e sustentável

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Na terça-feira (06/12) foi celebrado em todo o país o Dia do Extensionista Rural. A data comemorativa foi criada pelo Congresso Nacional por meio da Lei 12.386, no dia 3 de março de 2011. A finalidade é reconhecer o valor desse profissional que atua diariamente ao lado dos produtores, jovens e mulheres rurais, ajudando-os na construção de um Brasil social e economicamente justo, produtivo e sustentável.

A data relembra a criação da primeira instituição de extensão rural no Brasil, fundada em 1948, no estado de Minas Gerais. Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer), o Brasil possui hoje aproximadamente 12.700 extensionistas rurais presentes em cerca de 5 mil municípios.

“Os extensionistas estão presentes no dia a dia das famílias, em todas as áreas de suas vidas. É um trabalho gratificante, que consegue observar resultados a pequeno, médio e longo prazo”Denise Fonseca, presidente da Emater-DF

Dos 308 empregados da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), cerca de 180 se dedicam a atividades de extensão rural, prestando serviços a mais de 18 mil produtores do Distrito Federal e Entorno. Por ano, realizam cerca de 150 mil atendimentos, por meio de ações como oficinas, cursos, visitas técnicas, dias de campo e reuniões técnicas.

Os extensionistas da Emater-DF realizaram, entre janeiro e outubro deste ano, 143 mil atendimentos. São agrônomos, veterinários, turismólogos, zootecnistas, assistentes sociais, engenheiros florestais, economistas domésticas e outros profissionais dedicados à tarefa de conciliar a utilização racional do solo e da água para a produção de alimentos, com a preservação do meio ambiente, respeitando os conhecimentos e saberes dos agricultores, suas experiências de vida e realidade cultural.

Esses profissionais estão empenhados em facilitar o acesso das famílias rurais às políticas públicas disponíveis e criam condições para que participem efetivamente da construção de seus projetos de vida, com maior autonomia, de modo a usufruir dos direitos sociais, do acesso a bens econômicos e culturais e ao exercício pleno da cidadania.

Para a presidente da Emater-DF, Denise Fonseca, o que diferencia os extensionistas de outros profissionais é o vínculo criado com os produtores e suas famílias. “Os extensionistas estão presentes no dia a dia das famílias, em todas as áreas de suas vidas, acompanham por anos todo o processo de desenvolvimento da família, veem filhos nascerem, crescerem, estudarem e tomarem novos rumos ou serem novos produtores atendidos pela empresa. É um trabalho gratificante, que consegue observar resultados a pequeno, médio e longo prazo”.

Conforme definido na Lei 12.188, de 2010, a extensão rural desempenha o serviço de educação não formal, de caráter continuado, no meio rural, promovendo processos de gestão, produção, beneficiamento e comercialização das atividades e dos serviços agropecuários e não agropecuários, inclusive das atividades agroextrativistas, florestais e artesanais. Sendo assim, pode-se afirmar que este serviço é o braço do Governo no campo, com relevante atuação para o desenvolvimento econômico e social rural e produção de alimentos de qualidade para a população.

*Com informações da Emater-DF

Por Agência Brasília

Foto: Divulgação/Emater / Reprodução Agência Brasília