Adolescentes de 17 anos sem comorbidades recebem a vacina contra a covid-19 no DF

O dia foi marcado pela presença da chamada “geração Z” nos postos de saúde após a população adulta receber a primeira dose dos imunizantes

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O dia foi marcado pela presença da chamada “geração Z” nos postos de saúde após a população adulta receber a primeira dose dos imunizantes

Após receber 58.298 doses de imunizantes da Pfizer-BioTech, os adolescentes de 17 anos sem comorbidades começaram a receber a primeira aplicação da vacina contra a covid-19 nos postos de saúde da capital nesta terça-feira (24). Ao todo, 63,42% da população do DF foi vacinada com a D1 até o momento. Segundo o governador Ibaneis Rocha (MDB), em breve, todos os adolescentes estarão com a primeira marcação preenchida nos seus cartões de vacinação

Segundo a Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), existem 48.263 jovens de 17 anos no DF, um número menor que a quantidade recebida. O dado mostra ser uma oportunidade para os adolescentes de 12 a 16 anos, que podem ir até os locais de triagem e receber a “xepa” (doses que sobram).

Em um mês, uma faixa etária de 33 idades diferentes receberam pela primeira vez os imunizantes contra a covid-19 em seus braços. No dia 16 de julho, a Secretaria de Saúde liberou a vacinação dos adultos de 40 a 49 anos. Na época, o Distrito Federal tinha 36,07% da população imunizada com a D1. Em 39 dias, 27,37% de todos os brasilienses foram vacinados.

Às 09:30 da manhã desta terça-feira, a Unidade Básica de Saúde nº 2 da Asa Norte tinha uma grande fila que circundava todo o quarteirão. Os portões foram abertos às 8h, para receber uma juventude esperançosa que passou grande parte da sua adolescência presa em suas residências.

Mais cedo que a abertura dos postos, chegaram as amigas Sofia Lobo e Ágata Luana, de 17 anos. Elas chegaram na unidade quando o relógio marcava 7 da manhã, e foram atendidas às 9h. Apesar dos 60 minutos na fila, Sophia diz que o tempo de espera foi mais curto do que o esperado? “Foi super rápido. Por mim, eu acho que eu ficaria até às 17 horas da tarde para tomar a vacina.”

Apesar de terem recebido a vacina nesta terça-feira (24/08/21), as adolescentes estão assistindo às aulas de forma remota na escola particular em que estão matriculadas, localizada na Asa Norte. Segundo Ágata, a decisão foi após um acordo mútuo entre ela e os seus pais, por motivos de segurança, tanto para eles quanto para a filha, já que todos ainda não receberam a segunda dose do imunizante contra o coronavírus.“Apesar de eles [direção da escola] estarem seguindo os protocolos, há um risco de contágio relativamente alto.”, conta.

Já Sofia diz que o que a motivou a permanecer na sua residência foi as vivências que a família e amigos próximos tiveram com o vírus. “Eu tenho parentes próximos que morreram de covid, e pessoas muito novas que apesar de muito novas chegaram a chegar até a UTI”, explica a adolescente. As meninas contam que apesar da segura decisão, se sentem prejudicadas por não irem até a escola presencialmente durante a aplicação do modelo híbrido de ensino, que está sendo aplicado na instituição particular de educação.

Estudantes do último ano do ensino médio, Sofia Lobo deseja cursar relações internacionais e Ágata Luana quer ser uma futura médica. Segundo as amigas, o acesso às áreas das suas preferências pode fazer com que elas ajudem outras pessoas, assim podendo contribuir com a sociedade. Segundo Sophia, existia um medo da adolescente iniciar a sua vida acadêmica no formato de educação à distância: “Achei que eu estaria na metade da minha faculdade quando voltasse tudo presencialmente”.

Por Agência Brasília com informações de PH Paiva

Arte: Gabriel Sousa/Jornal de Brasília