RenovaDF trabalha para entregar novo campo sintético no Varjão

Entre os 120 alunos, há cerca de 30 venezuelanos dedicando-se à obra

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Pisar na grama sintética do novo campo de futebol no Varjão já é quase uma realidade. Os alunos do RenovaDF estão trabalhando no alambrado e arquibancadas, finalizando a cola da grama sintética. O campo fica logo na entrada da cidade, no lado direito de quem vem do Lago Norte. 

“O programa tem pouco mais de dois anos e já recuperou em torno de 1.340 equipamentos públicos, entre parques, ginásios e quadras poliesportivas”Cláudio Mello, coordenador de acompanhamento e fiscalização de projetos da Sedet

Aluno do projeto, Wesley Cavalcante Alexandre, 23 anos, acompanha os trabalhos e fala sobre a expectativa dos moradores: “As crianças já estavam perguntando e falando para deixar o campo bonito para elas. Aqui fazemos um trabalho em equipe com uma união bacana”.

São 120 alunos trabalhando no campo, nos turnos da manhã e da tarde. Na turma há 30 venezuelanos – como o mecânico e serralheiro Pedro Maria Figueiredo, 37, natural do estado de Apure, no país vizinho. “Vim para aprender um pouco mais”, conta. “Os conhecimentos ajudam na profissão, e a integração é muito boa. Sou grato e gosto muito dos professores”.

Investimento público

O RenovaDF é um curso de qualificação profissional de três meses voltado para a área de construção civil, com carga horária de quatro horas diárias distribuídas de segunda a sexta-feira. O programa oferece um salário mínimo mensal, além de vale- transporte e lanche.

O coordenador de acompanhamento e fiscalização de projetos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet), Cláudio Mello, considera o RenovaDF bem-sucedido. “O programa tem pouco mais de dois anos e já recuperou em torno de 1.340 equipamentos públicos, entre parques, ginásios e quadras poliesportivas”, avalia.

O projeto também alcança as pessoas que, além da capacitação, buscam economizar. A advogada Adenilcia Ferreira de Alencar, 50, participa dos trabalhos para ajudar na formação. Ela estuda para concurso de delegada, e o material de apoio é muito caro. 

“Preciso do dinheiro para pagar os livros, e esse trabalho é muito legal, porque estou fazendo coisas que nunca tinha imaginado”, conta. “É um trabalho coletivo muito grandioso.”

Por Agência Brasília

Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília / Reprodução Agência Brasília