Chuvas e acessibilidade motivam mudanças nos locais de votação, diz TSE

Justiça Eleitoral afirma que mudanças não reduzem seções nem prejudicam eleitores.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que as mudanças de endereço de algumas seções eleitorais em todo o país para o segundo turno foram necessárias por “motivos práticos”, como os impactos de fortes chuvas, reformas de última hora e melhorias de acessibilidade.

Um dos exemplos citados pela Corte é o município de Confresa, no interior de Mato Grosso. “Após fortes chuvas e ventos registrados em 9 e 10 de outubro, uma escola municipal utilizada como local de votação teve a cobertura danificada e sofreu com infiltrações e comprometimento de forros”, informou o TSE.

Outro ponto destacado pela Justiça Eleitoral é que as alterações não são decididas de forma centralizada pelo TSE. A responsabilidade cabe a cada zona eleitoral, que conhece a realidade do município e avalia a infraestrutura disponível.

“O TSE esclarece ainda que a transferência de um local de votação para outro prédio não significa redução de seções ou prejuízo aos eleitores”, afirmou o tribunal.

Sala de Situação Climática

A preocupação com os impactos climáticos na logística do pleito levou o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, a instituir a Sala Nacional de Situação Climática para as Eleições 2026.

A rede atua em regime de acompanhamento diário e integrado com órgãos como o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), a Defesa Civil e as Forças Armadas. O objetivo é monitorar tempestades, secas e desastres naturais que possam comprometer locais de votação ou rotas de transporte.

Fonte Correio Braziliense
Foto: Divulgação/TSE