Reforma do 6º BPM será dividida em três etapas

Equipe da Novacap esteve no local para tirar medidas e definir as primeiras tarefas da empreitada

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Uma equipe técnica formada por diretores da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) inspecionou, nesta terça-feira (17/01), o 6º Batalhão da Polícia Militar (BPM). A visita é uma resposta imediata ao anúncio feito pela governadora em exercício Celina Leão que, um dia antes, se comprometeu com a reforma da unidade. As obras visam abrigar os policiais que reforçarão o efetivo do quartel.

A reforma do 6º BPM, localizado próximo à Praça dos Três Poderes, será dividida em três etapas. A primeira e mais urgente delas envolve uma expansão da estrutura original. A instalação provisória vai ocupar o estacionamento interno do batalhão, uma área de 315 m². E deve ser concluída a tempo de receber os 100 militares que estão prestes a concluir o curso de formação de praças.

“Vamos usar um método construtivo que seja rápido o suficiente para deixar tudo pronto no prazo de uma semana”, adianta o diretor de Edificações da Novacap, Rubens de Oliveira. “Amanhã mesmo uma equipe nossa começa a limpeza do local e a vedação do alambrado que o cerca”.

Uma segunda instalação provisória será erguida no mesmo local, de forma concomitante. “Vai ser uma estrutura mais robusta, que deve levar cerca de 30 dias para ser concluída”, explica Rubens. O espaço deverá ser usado por pelo menos seis meses, prazo em que será feita a licitação para construção de um Batalhão de Campanha.

O 6º BPM ocupa hoje um terreno cedido pela Câmara dos Deputados. A estrutura física comporta apenas os atuais 248 militares e 28 veículos, sem capacidade para receber mais policiais. Com a promessa de dobrar o efetivo, que chegará a 500 integrantes, veio a necessidade de mudança.

De acordo com a tenente-coronel Kelly Cezário, comandante do 6º BPM, um novo quartel será construído em um terreno de aproximadamente 10 mil m², nas proximidades do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI). É a terceira e última etapa do projeto que dará uma cara nova à unidade. Enquanto não fica pronto, o batalhão de campanha abrigará de 500 a 700 militares por até quatro anos.

“Não basta aumentar o efetivo. É preciso criar a estrutura necessária para recepcionar a tropa”, observa a tenente-coronel Kelly. “Percebemos uma grande mobilização por parte do GDF [Governo do Distrito Federal] para viabilizar espaços que ofereçam dignidade e conforto aos militares, que muitas vezes precisam ficar de prontidão por horas”.

Por Agência Brasília

Foto: Lúcio Bernardo Jr / Agência Brasília / Reprodução Agência Brasília