Agentes sociais são os ‘anjos da guarda’ do programa Criança Feliz

Ao todo, são 106 servidoras atuando em zonas urbanas e rurais de 16 regiões administrativas

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Gestos de humanismo e altruísmo que alimentam almas de conforto e calor humano. Assim é o trabalho das agentes sociais do programa Criança Feliz Brasiliense, da Secretaria de Desenvolvimento Social. Com o retorno das visitas domiciliares em 2023, são elas que fazem o atendimento direto a 3,2 mil famílias do DF, objetivando promover a ampliação psicomotora, cognitiva, comunicativa, psicológica e socioemocional de crianças em situação de vulnerabilidade social. É o caso do pequeno Enzo, de quase 2 anos, assistido pela agente Ivanilda Ramos em Samambaia Norte.

“A importância do programa é de realmente promover o desenvolvimento de crianças vulneráveis da primeira infância por meio de brincadeiras e atividades interativas”, explica Ivanilda. “É importante estimular esse lado lúdico da criança para que ela não fique atrasada nessa parte da comunicação, do desenvolvimento social. Meus filhos fizeram parte deste programa e eu vi como foi importante esse incentivo social”, salienta.

“Como a gente trabalha com famílias vulneráveis, acaba que a visita vai além do atendimento à primeira infância, porque podemos saber as necessidades e demandas que esse grupo familiar tem”Ivanilda Ramos, assistente social

Para uma família fazer parte do Criança Feliz Brasiliense, prioritariamente precisa estar registrada no Cadastro Único, com este registro sempre atualizado. O público-alvo são gestantes e crianças de até três anos.

No momento, 106 assistentes sociais visitam, diariamente, as zonas urbanas e rurais de 16 regiões administrativas do DF. Atuam como anjos da guarda sociais nas cidades de Taguatinga, Estrutural, Planaltina, Riacho Fundo, Riacho Fundo II, Recanto das Emas, Varjão, Itapoã, Paranoá, Brazlândia, Ceilândia, Gama, Santa Maria, Samambaia, Fercal e Sobradinho.

Só em Samambaia, norte e sul, conta Ivanilda Ramos, são dez “visitadoras”, mais uma coordenadora, que acompanha o serviço em toda a região administrativa. Ela mesma chega a percorrer, num dia, entre cinco e oito lares das 15 famílias que abraça socialmente há um ano, desde quando assumiu o cargo de assistente social. Na segunda-feira (16), o encontro foi na casa da mãe solo Joyce Rodrigues, 35 anos, mãe de seis filhos e prestes a dar à luz um novo rebento.

“Como a gente trabalha com famílias vulneráveis, acaba que a visita vai além do atendimento à primeira infância, porque podemos saber as necessidades e demandas que esse grupo familiar tem”, observa a assistente social. “Hoje pode estar tudo ok, mas na próxima visita pode estar faltando uma cesta, um cadastro único que desatualizou. Então, sempre que a gente chega, fazemos essa primeira acolhida”, explica.

Durante as atividades interativas para estimular o pequeno Enzo, vale tudo, desde cantigas clássicas interativas que levam toda a família a participar, até brincadeiras com jogos lúdicos improvisados com papelão, pedaços de cartolina e muita criatividade. “A gente fica muito agradecida com esse apoio social”, elogia Joyce. “Depois que o Enzo começou a participar do Criança Feliz, está mais solto, teve um desenvolvimento muito bom, hoje em dia fala tudo, é uma criança mais feliz”, diz.

Por Agência Brasília

Foto: Tony Oliveira / Agência Brasília / Reprodução Agência Brasília