Secretaria de Transporte e Mobilidade do DF tem novo titular

Zeno José Andrade Gonçalves, atual chefe de gabinete, assume a pasta no lugar de Flávio Murilo Prates. Implantação das Parcerias Público-Privadas (PPPs) e acessibilidade no transporte público são alguns dos desafios do novo secretário

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A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) está com novo titular. Zeno José Andrade Gonçalves teve a nomeação publicada no Diário Oficial do DF (DODF) e tomou posse nesta terça-feira (20). Ele vai suceder Flávio Murilo Prates, de quem foi chefe de gabinete.

Para o novo secretário, a principal missão será continuar a entregar projetos que melhorem a vida da população, seja no sistema de transporte público coletivo, seja na chamada “mobilidade ativa”. “Queremos dotar o Distrito Federal de uma infraestrutura de mobilidade ativa adequada aos padrões para uma capital brasileira, sendo a maior malha cicloviária do Brasil, com terminais acessíveis, com paradas de ônibus e abrigos que atendam às necessidades do usuário, além de trazer mais qualidade ao transporte público, ampliando a oferta de linhas”, completa.

O secretário também aposta na implantação das Parcerias Público-Privadas (PPPs) para melhorar a vida da população. “Todos os processos têm que passar pelo TCDF, que, por sua vez, tem mecanismos internos para aperfeiçoar essas parcerias. Nós já estamos com essas tratativas com o tribunal desde a origem”, diz.

Recentemente, a Semob publicou o aviso de licitação para a concessão da gestão da Rodoviária do Plano Piloto, no DODF. Pelo documento, a pasta tornou pública a licitação sob a modalidade de concorrência nacional, para concessão de todo o complexo rodoviário e áreas adjacentes, incluindo sua recuperação, modernização, operação, manutenção, conservação e exploração.

“É o primeiro grande projeto de PPP que se concretizou em uma licitação. Nós esperamos que, acima de tudo, haja uma melhoria na prestação de serviço ao usuário com os investimentos previstos”, pondera.

O novo secretário também avisa que um dos focos da gestão dele também será a construção de novos abrigos e terminais de ônibus para atender a demandas da população. “Além de ampliar a oferta de paradas e de abrigos, vamos melhorar a qualidade dos terminais rodoviários para os pedestres e ampliar a integração com todos os modais, como, por exemplo, com bicicletas compartilhadas e a implantação de serviço de patinetes”, finaliza.

Currículo

Formado em administração de empresas e especialista em gestão pública, Zeno José Andrade Gonçalves é empregado de carreira do Banco do Brasil e também já ocupou funções no Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit). Está cedido ao GDF desde 2019, quando assumiu o cargo de chefia de gabinete da própria Semob.

Confira a entrevista com o novo secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno José Andrade Gonçalves

Qual é a sua principal missão agora que está à frente da pasta?
Entregar os projetos estratégicos da Secretaria de Mobilidade. Aquilo que o governador Ibaneis Rocha pactuou, tanto no primeiro quanto no segundo mandatos. Nós temos essas diretrizes nas Parcerias Público-Privadas (PPPs), na melhoria da qualidade do transporte urbano, nas entregas dos mobiliários urbanos, através dos terminais rodoviários. Queremos dotar Brasília de uma infraestrutura de mobilidade ativa adequada aos padrões para uma capital brasileira, sendo a capital com maior malha cicloviária do Brasil, com terminais acessíveis, com paradas de ônibus e abrigos que atendam às necessidades do usuário, além de trazer mais qualidade ao transporte público, ampliando ofertas de linhas, trabalhando de forma coordenada com a Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB), com o metrô e com o Departamento de Estradas de Rodagens (DER), para que nós consigamos atender ao que o governador nos determinou.

A palavra, então, é continuidade…
Sim. É a continuidade para a consolidação dos projetos já iniciados desde o primeiro mandato, pelo secretário Valter Casimiro, e já no segundo, pelo secretário Flávio Murilo Prates. E, agora, a missão está dada para que a gente consiga continuar a fazer entregas à população.

A licitação da Rodoviária do Plano Piloto foi lançada recentemente. Qual a avaliação faz sobre esse processo de concessão?
É o primeiro grande projeto de PPP que se concretizou em uma licitação. Nós esperamos que, acima de tudo, haja uma melhoria na prestação de serviço ao usuário com os investimentos previstos. Nós acreditamos que isso vai acontecer. Nós vamos diminuir os custos. Vai ser uma rodoviária mais bonita, com mais serviços, mais limpa, mais segura, mais acessível, nos padrões que Brasília merece.

E o que pode falar para a gente sobre as demais PPPs?
Todas estão em fase diferente de maturação. Nós acreditamos que ainda este ano vamos ter já a PPP da Zona Verde, que também vai significar um avanço, principalmente na utilização dos espaços públicos da área central de Brasília.

Alguma expectativa de mais uma PPP neste ano?
Todos os processos têm que passar pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), que tem processos internos para aperfeiçoar essas parcerias. Nós já estamos com essas tratativas com o tribunal desde a origem dos processos. Esperamos que, neste ano, o tribunal sinalize de forma positiva, a liberação de algumas PPPs.

E quais os projetos terão prioridade para a mobilidade ativa?
Precisamos ampliar a oferta de ciclovias, dotar todos os terminais e paradas de acessibilidade. O foco é beneficiar as pessoas que precisam ter acesso aos terminais. Além de ampliar a oferta de paradas e de abrigos, vamos melhorar a qualidade dos terminais rodoviários para os pedestres e ampliar a integração com todos os modais, como, por exemplo, com bicicletas compartilhadas. A Lei que criou a o Sistema de Transporte Público Coletivo (4.011, de 2007) prevê – e preconiza – a tecnologia e a integração de todos os modais. Precisamos ter um olhar especial para a mobilidade ativa.

E sobre a questão das paradas de ônibus? Existe previsão de licitação para construir 2 mil abrigos em todo o DF…
Vamos construir tanto abrigos “regulares” quanto “reduzidos” para atender a todo perfil de público dos usuários do STPC. Além disso, já está em andamento contrato de manutenção das paradas existentes. A demanda é grande. O trabalho atual é combater os focos de mosquito Aedes aegypti para ajudar no combate à dengue. Mas, na sequência, vamos atender a todas as regiões administrativas. A expectativa é que nós ampliemos consideravelmente a oferta de abrigos, melhorando a infraestrutura.

Quais melhorias os passageiros do sistema de transporte público coletivo podem esperar na sua gestão?
Continuidade da renovação da frota, melhoria e otimização das linhas, modernização do STPC, ampliando a oferta de facilidades para ter acesso à integração, ao Cartão Mobilidade e a outros meios de pagamento, tudo de uma forma bastante transparente e integrada, com foco na redução de custo e melhoria na qualidade, seguindo determinação do governador Ibaneis Rocha.

Ainda falando em melhorias, o que pode adiantar sobre os novos terminais que vão ser entregues?
A previsão é de que, ainda nesta semana, vamos ter a entrega da reforma do terminal do Gama (Setor Central). Em março e abril, temos previsão de entregar os terminais do Itapoã e do Varjão. A expectativa é que, com a inclusão de novos terminais no Novo PAC (programa de investimentos coordenado pelo governo federal), já iniciemos no ano que vem, por exemplo, a construção do terminal de Asa Norte e tantas outras intervenções nas Regiões Administrativas que vão ser dotadas de terminais adequados às demandas já apresentadas pela população.

*Com informações da Semob

Por Agência Brasília

Foto: Lúcio Bernardo Jr / Agência Brasília / Reprodução Agência Brasília